O projeto altera a Lei 6.259/75, que regula a vigilância epidemiológica e o Programa Nacional de Imunizações. As novas diretrizes estipulam que as designações das doenças devem ser curtas, de fácil pronúncia e baseadas em características clínicas, epidemiológicas ou no agente patogênico responsável. Essa mudança é um passo importante para alinhar a legislação nacional com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
A deputada Coronel Fernanda, relatora da proposta, apresentou um parecer favorável à aprovação, ressaltando a necessidade de modernizar a legislação vigente e garantir que os nomes das doenças não provoquem temores desnecessários ou reforcem estigmas. O projeto, que tramitou de forma conclusiva, já havia recebido a aprovação da Comissão de Saúde, e agora está preparado para seguir ao Senado, exceto no caso de um pedido para votação no Plenário da Câmara.
Um dos aspectos mais relevantes do projeto é a proibição do uso de termos que possam causar medo ou que façam referências geográficas, a nomes de pessoas, grupos étnicos ou ocupações, garantindo que apenas a designação do patógeno responsável seja utilizada. O autor da proposta, deputado Sergio Souza, enfatizou a urgência dessa atualização legislativa para prevenir a disseminação de desinformação e episódios de violência. Ele citou exemplos alarmantes, como os ataques a macacos que ocorreram após a incorreta associação destes animais ao vírus da varíola dos macacos (monkeypox).
Com a aprovação desse projeto, espera-se que o Brasil dê um passo fundamental na proteção de indivíduos e comunidades, promovendo um ambiente mais respeitoso e inclusivo no que tange à sua saúde pública.
