CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados aprova projeto que proíbe nomenclaturas estigmatizantes para doenças transmissíveis, alinhando-se às diretrizes da OMS.

No dia 2 de julho de 2026, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados confirmou a aprovação do Projeto de Lei 2701/22, que estabelece diretrizes para a nomenclatura de doenças transmissíveis em território brasileiro. Este avanço legislativo visa minimizar o estigma e o preconceito associados a determinados nomes, que muitas vezes afetam países, etnias, indivíduos e até mesmo animais.

O projeto altera a Lei 6.259/75, que regula a vigilância epidemiológica e o Programa Nacional de Imunizações. As novas diretrizes estipulam que as designações das doenças devem ser curtas, de fácil pronúncia e baseadas em características clínicas, epidemiológicas ou no agente patogênico responsável. Essa mudança é um passo importante para alinhar a legislação nacional com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A deputada Coronel Fernanda, relatora da proposta, apresentou um parecer favorável à aprovação, ressaltando a necessidade de modernizar a legislação vigente e garantir que os nomes das doenças não provoquem temores desnecessários ou reforcem estigmas. O projeto, que tramitou de forma conclusiva, já havia recebido a aprovação da Comissão de Saúde, e agora está preparado para seguir ao Senado, exceto no caso de um pedido para votação no Plenário da Câmara.

Um dos aspectos mais relevantes do projeto é a proibição do uso de termos que possam causar medo ou que façam referências geográficas, a nomes de pessoas, grupos étnicos ou ocupações, garantindo que apenas a designação do patógeno responsável seja utilizada. O autor da proposta, deputado Sergio Souza, enfatizou a urgência dessa atualização legislativa para prevenir a disseminação de desinformação e episódios de violência. Ele citou exemplos alarmantes, como os ataques a macacos que ocorreram após a incorreta associação destes animais ao vírus da varíola dos macacos (monkeypox).

Com a aprovação desse projeto, espera-se que o Brasil dê um passo fundamental na proteção de indivíduos e comunidades, promovendo um ambiente mais respeitoso e inclusivo no que tange à sua saúde pública.

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