Os psicofármacos, medicamentos que atuam diretamente no sistema nervoso central, têm a capacidade de alterar raciocínios, emoções e, consequentemente, o comportamento. Esse novo regulamento, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é um desdobramento de uma preocupação crescente entre especialistas da saúde, que alertam sobre o crescimento alarmante no uso desses medicamentos entre jovens.
A influência da ex-senadora Ângela Portela (RR) é evidente, uma vez que a proposta inicial, o PLS 247/12, foi apresentada em 2012 e passou por tramitação na Câmara como Projeto de Lei 8324/14. Durante a apresentação da proposta, a senadora enfatizou a escalada nas prescrições, ressaltando a urgência da questão no que diz respeito à saúde física e mental das crianças e adolescentes. Essa preocupação foi ratificada mais recentemente pela relatora do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE), que afimou que a lei está em consonância com os princípios constitucionais que garantem o direito à saúde e à proteção integral de jovens.
Com a nova legislação, a expectativa é que as campanhas de educação sanitária sejam não apenas informativas, mas também educativas, despertando uma conscientização coletiva sobre os perigos da automedicação e a necessidade de abordagens alternativas para tratar questões de saúde mental.
A lei entrará em vigor 180 dias após sua publicação no Diário Oficial da União, o que acontecerá em breve, permitindo assim um tempo razoável para a implementação das campanhas esperadas. A iniciativa representa um avanço promissor na proteção da saúde mental de uma das populações mais vulneráveis da sociedade.
