O processo de comprovação do hábito de leitura foi estruturado de forma a ser simples e acessível. Os cidadãos poderão registrar suas leituras através de métodos variados, como resumos escritos, comentários pessoais ou até mesmo gravações em áudio. Importante ressaltar que o projeto proíbe qualquer tipo de avaliação formal, incluindo provas escolares ou atribuição de notas, buscando assim evitar uma abordagem que pudesse transformar a leitura em uma mera obrigação escolar.
A proposta tem como foco prioritário as populações das regiões Norte e Nordeste, assim como comunidades tradicionais e áreas de fronteira. O autor do projeto, o deputado Duda Ramos (Pode-RR), destaca que a iniciativa pretende romper com a ideia de que a leitura é um dever escolar ou uma prática associada à elite, encorajando uma nova percepção sobre o ato de ler, valorizando-o enquanto um investimento cultural.
O relator do projeto, o deputado Alexandre Lindenmeyer (PT-RS), defendeu o programa como uma estratégia eficaz para ampliar o repertório cultural da população e impulsionar a economia criativa. Ele ressaltou que o projeto respeita as diversas formas de manifestação cultural e promove o engajamento espontâneo dos participantes.
Após a aprovação na comissão, o projeto seguirá para análise das comissões de Cultura; Finanças e Tributação; e Constituição, Justiça e Cidadania, em um processo de caráter conclusivo. Para que se torne lei, a proposta necessitará da anuência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A expectativa é que, se aprovado, o PIX da Leitura possa trazer um impacto significativo na promoção da leitura e do acesso à cultura no Brasil.
