Laura Carneiro enfatizou que ao estipular a cobertura das despesas com acompanhantes, o projeto elimina barreiras financeiras que têm comprometido o acesso a esse direito fundamental para as gestantes. A nova legislação traz alterações à Lei Orgânica da Saúde e à Lei dos Planos de Saúde, buscando fortalecer o apoio à mulher durante um dos momentos mais significativos de sua vida.
Além de assegurar o acompanhamento da gestante nos momentos de parto, o texto também caracteriza como infração sanitária o descumprimento desse direito, seja em hospitais públicos ou privados. A proposta exige que, caso uma gestante opte por não ter um acompanhante, essa decisão seja formalizada por escrito, garantindo que ela tenha recebido todas as informações necessárias antes de tomar tal decisão. Essa exigência visa proteger as mulheres contra pressões institucionais e garantir que sua autonomia seja respeitada no processo de parto.
Outro ponto relevante do projeto é a determinação de que o Sistema Único de Saúde (SUS) forneça informações aos pacientes indígenas em uma linguagem que respeite e se adeque às diversas realidades sociais e culturais que experimentam.
O Projeto de Lei 2570/22 já passou pela Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais e agora segue para uma análise mais profunda nas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso aprovado, o texto segue direto para sanção presidencial, desde que não haja modificações por parte dos deputados. Essa tramitação destaca o compromisso do legislativo em promover direitos que são essenciais para a dignidade e saúde das mulheres em todo o Brasil.
