Atualmente, a legislação vigente assegura que 10% das vagas do Sine sejam destinadas a mulheres vítimas de violência. No entanto, a deputada Denise Pessôa, autora da proposta, aponta que a falta de supervisão efetiva prejudica o acompanhamento dos resultados, levando à ineficiência da medida. De acordo com ela, sem fiscalização adequada, não é possível garantir que as vagas estejam sendo realmente ocupadas por mulheres em situação de vulnerabilidade.
O relator da proposta, deputado Alfredinho, também do PT, apoiou os argumentos apresentados por Pessôa e recomendou a aprovação da medida. Ele ressaltou a importância da obrigatoriedade de um fornecimento periódico de dados aos municípios, afirmando que isso permitirá um controle mais preciso sobre o número de mulheres que estão sendo contratadas, facilitando a identificação de problemas e a implementação de melhorias nas políticas públicas voltadas a esse público.
A proposta agora avança para uma nova fase, onde será analisada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A tramitação ocorre em caráter conclusivo, o que significa que a proposta poderá ser aprovada sem a necessidade de deliberação no Plenário, a menos que haja alguma divergência entre as comissões ou um recurso assinado por um número mínimo de deputados.
Para se tornar lei, a proposta ainda precisa passar pela aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado. Esses próximos passos revelam o compromisso dos legisladores em promover ações práticas que visam combater a violência de gênero, reforçando a proteção e a inclusão das mulheres no mercado de trabalho.
Dessa maneira, a proposta representa um avanço significativo na luta pela equidade de gênero e na luta contra a violência doméstica, destacando a necessidade urgente de políticas públicas eficazes que transcendem o âmbito legislativo, mas que se traduzem na realidade cotidiana de muitas mulheres brasileiras.





