Daiana Santos enfatizou que a proposta não se limita a um enfoque punitivo, mas busca abordar um problema histórico e estrutural profundamente enraizado na sociedade brasileira. A deputada Denise Pessôa, do PT do Rio Grande do Sul, coautora da iniciativa, reforçou que o racismo continua a ser uma das mais graves violações dos direitos humanos no Brasil. A aprovação deste projeto significa não apenas um passo importante em termos legislativos, mas um sinal de que a sociedade brasileira começa a reconhecer a urgência de agir contra esta problemática.
O novo texto apresenta um substitutivo que altera a Lei do Racismo, ampliando suas diretrizes e assegurando que as vítimas recebam um suporte especializado que inclui proteção contra a revitimização, respeito à integridade física e psicológica, e acesso a serviços de assistência judiciária. Um ponto inovador do projeto é a possibilidade de os juízes contarem com o apoio de equipes multidisciplinares nas áreas psicossocial, jurídica e de saúde para auxiliar na aplicação das medidas.
Além disso, o substitutivo propõe a criminalização da discriminação com base em orientação sexual, identidade e expressão de gênero, assegurando que esses grupos também tenham os mesmos direitos garantidos às vítimas de racismo. Tal inclusão serve para reafirmar que a luta contra a discriminação deve ser abrangente e incluir todos os segmentos vulneráveis da sociedade.
Agora, o projeto aguarda uma análise pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, ainda precisa ser ratificado pela Câmara e pelo Senado. A votação positiva dessa proposta pode representar um divisor de águas na forma como o Brasil enfrenta e combate as diversas formas de discriminação que persistem em seu tecido social.
