CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Projeto de Lei que Garante Acolhimento a Estudantes Grávidas em Todas as Instituições de Ensino no Brasil

No dia 6 de julho de 2026, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados deu um importante passo em direção à inclusão de estudantes grávidas, no puerpério ou durante o período de amamentação, ao aprovar um projeto de lei que visa garantir medidas de acolhimento em todas as instituições de ensino. Essa iniciativa tem como objetivo assegurar um ambiente escolar mais receptivo e adaptado para essas alunas em todos os níveis e modalidades educativas.

O projeto de lei propõe alterações significativas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), estabelecendo que é dever do Estado implementar ações que promovam a inclusão e o apoio a essas estudantes. Isso inclui adaptações necessárias nas instituições para tornar o ambiente escolar mais amigável e acessível. Além disso, a proposta proíbe a imposição de custos adicionais para aquelas que escolherem modalidades de ensino a distância devido à gravidez ou ao período de lactação.

No que diz respeito ao ensino superior, o texto apresenta diretrizes específicas, contemplando aspectos como a flexibilização de prazos para entrega de monografias e trabalhos de conclusão de curso, além de critérios para o jubilamento, ou seja, a exclusão do aluno por tempo excessivo no curso. Essas medidas visam mitigar a pressão sobre as alunas que estão passando por essa fase da vida e garantir que possam concluir seus estudos sem compromissos excessivos.

As universidades também são chamadas a adaptar suas estruturas físicas, incorporando serviços como creches, fraldários e espaços dedicados à amamentação e ordenha, além de brinquedotecas, oferecendo suporte adequado a mães e filhos. O projeto ainda estabelece que não serão toleradas práticas vexatórias que possam constranger as alunas em relação ao acompanhamento dos filhos nos espaços universitários.

Adicionalmente, o projeto atualiza a legislação que regula os exercícios domiciliares para gestantes, assegurando que essas alunas tenham acompanhamento pedagógico adequado, acesso a materiais educativos e a possibilidade de realizar avaliações em conformidade com o calendário escolar.

Esse projeto, que é um substitutivo da relatora Franciane Bayer ao Projeto de Lei 1622/21, responde a uma demanda crescente por políticas que enfrentem os desafios enfrentados por mulheres em situação de gravidez, que muitas vezes abandonam os estudos por falta de apoio. Segundo dados de 2022, uma em cada cinco mulheres que desistem do ensino médio cita a gravidez como a principal razão, com muitas delas nunca mais retornando aos estudos.

Agora, a proposta aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser submetida ao plenário para votação. Se aprovada, poderá significar uma importante evolução nas políticas de acolhimento e inclusão no sistema educacional brasileiro.

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