O Prame é estruturado em quatro eixos principais que visam garantir a proteção e o bem-estar de mães e crianças. As diretrizes incluem: o suporte direto a lactantes e crianças em cenários emergenciais; a criação de espaços seguros e adequados para amamentação em abrigos temporários; a priorização do fornecimento de água potável para lactantes; e a prevenção da distribuição indiscriminada de fórmulas infantis e utensílios como mamadeiras, a fim de mitigar riscos à saúde dos recém-nascidos.
Talíria Petrone afirma que a implementação desse programa é uma estratégia crucial para que o Brasil deixe de lado a improvisação e passe a adotar uma postura mais técnica e humanizada. A deputada enfatiza a importância de um apoio qualificado e afetuoso nos momentos mais críticos, percebendo que a amamentação é uma questão não apenas nutricional, mas também de dignidade.
Estudos indicam que a falta de amamentação em situações de emergência pode aumentar drasticamente o risco de internação por doenças como diarreias. Petrone citou exemplos de como a distribuição inadequada de fórmulas em desastres anteriores teve consequências graves para a saúde das crianças, ressaltando a urgência de se ter uma abordagem estruturada em resposta a crises.
O projeto também propõe a criação de equipes interdisciplinares, compostas por profissionais de diversas áreas, incluindo enfermagem, nutrição, e assistência social, que atuarão sob a coordenação do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Essas equipes terão a missão de mapear e acompanhar a situação de lactantes e bebês em vulnerabilidade, além de elaborar protocolos de apoio que garantam a amamentação.
Essas iniciativas não se restringem apenas a ações reativas; o texto propõe que as equipes atuem de maneira contínua, promovendo ações preventivas, formativas e de vigilância nutricional, sempre que necessário, estabelecendo uma infraestrutura de proteção e cuidado.
Após receber aprovação urgente na Câmara, o projeto seguirá para votação no Plenário, onde precisa ser discutido e aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado para se tornar lei. A iniciativa possibilita ainda o estabelecimento de parcerias com universidades e organizações da sociedade civil para fortalecer a capacitação das equipes envolvidas, criando um sistema sólido e eficaz de apoio à amamentação em situações de emergência.
