CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Aprova Inclusão de Procuradorias na Advocacia-Geral da União em Nova Fase de Reestruturação Administrativa

Câmara dos Deputados Aprova Alterações na Advocacia-Geral da União

Na sessão plenária desta terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei complementar que integra a Procuradoria-Geral Federal e a Procuradoria-Geral do Banco Central à estrutura da Advocacia-Geral da União (AGU). A proposta, de autoria do Poder Executivo, agora segue para apreciação do Senado.

A medida, contida no Projeto de Lei Complementar (PLP) 337/17, foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pelo deputado Lafayette de Andrada, do PL de Minas Gerais. O novo texto estabelece que, apesar da subordinação das procuradorias ao advogado-geral da União, a indicação dos procuradores-gerais será feita em conjunto por este e pelo ministro da Fazenda ou pelo presidente do Banco Central, priorizando membros da carreira.

A proposta não prevê a ampliação dos poderes do advogado-geral da União, mas visa a incorporação das duas procuradorias dentro da AGU, como ressaltou o relator durante a votação. Lafayette de Andrada destacou que essa iniciativa é uma busca por eficiência administrativa e uma forma de otimizar as operações da Advocacia-Geral da União, refletindo uma necessidade de modernização nas estruturas governamentais.

Além disso, a proposta aborda o princípio da unicidade institucional da AGU, determinando que as atividades realizadas pelos órgãos devem buscar progressivamente uma integração administrativa mais harmônica. As procuradorias da Fazenda e do Banco Central, enquanto mantêm suas propostas técnicas e jurídicas, poderão ser alvo de reorganizações futuras que promovam essa integração.

A nova estrutura também inclui mudanças no Conselho Superior da AGU, que passará a contar com representantes estáveis de cada carreira jurídica, assegurando equidade na votação entre os membros. O objetivo é criar um sistema mais representativo e equilibrado, fortalecendo a governança e a transparência nas decisões.

Durante o debate, opiniões divergentes surgiram entre os parlamentares. A deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, elogiou as atualizações como um passo significativo em direção ao fortalecimento do Estado e de suas capacidades para responder às demandas sociais. Em contrapartida, o deputado Kim Kataguiri, do grupo Missão, criticou a proposta, alegando que poderia diminuir a autonomia das autarquias e abrir espaço para a politicagem no desempenho das funções do advogado-geral da União.

Por outro lado, o deputado Pompeo de Mattos, do PDT, defendeu o texto como uma forma de conferir equilíbrio e aumentar a transparência dentro da advocacia pública. Por fim, Cabo Gilberto Silva, o líder da oposição, expressou preocupações com relação à proposta, sugerindo que ela poderia comprometer a autonomia do Banco Central e fortalecer excessivamente a figura do advogado-geral da União.

Com um cenário político repleto de discussões pertinentes, o projeto reflete uma tentativa de modernizar e consolidar as prerrogativas da Advocacia-Geral da União, enquanto continua a gerar intensos debates sobre suas implicações no cenário governamental e jurídico do Brasil. A expectativa agora fica por conta do Senado, onde a proposta será novamente analisada.

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