De acordo com Wandscheer, a medida é uma resposta direta ao déficit habitacional que o Brasil enfrenta, estimado em 5,9 milhões de moradias, conforme dados da Fundação João Pinheiro de 2023. O relator destacou que a diversificação dos métodos construtivos é uma estratégia essencial para atender com eficácia à demanda por habitação no país. “A introdução de materiais sustentáveis, como a madeira, não só promove a economia, mas também oferece uma alternativa mais rápida e eficiente na construção de lares”, afirmou.
Além das questões financeiras, o projeto contempla aspectos de segurança e durabilidade das edificações. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já possui normas específicas que garantem a segurança das construções em madeira, estabelecendo uma vida útil mínima de 50 anos. Isso proporciona uma garantia adicional de qualidade para as futuras habitações.
O projeto seguirá agora um rito de tramitação conclusiva, sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser submetido ao plenário da Câmara e, posteriormente, ao Senado. Caso aprovado em ambas as casas, a proposta se transformará em lei, potencialmente contribuindo para mitigar um dos maiores desafios habitacionais do país.
Essa iniciativa representa não apenas uma inovação no setor da construção civil, mas também um compromisso com a sustentabilidade e a defesa do meio ambiente, alinhando-se às demandas contemporâneas por práticas construtivas mais responsáveis. Assim, os próximos desdobramentos dessa proposta acompanharão de perto a evolução das políticas públicas voltadas para a habitação e o desenvolvimento urbano no Brasil.
