O projeto delineia quem são essas pessoas expostas politicamente, incluindo detentores de mandatos eletivos, ministros de Estado, membros do Judiciário, do Ministério Público, e dirigentes partidários e sindicais de nível nacional. A identificação desses indivíduos é uma etapa essencial para implementar medidas de controle mais efetivas e, consequentemente, aumentar a transparência e a responsabilidade pública.
Entre as inovações do texto, destaca-se a exigência de que órgãos federais de fiscalização tributária e de inteligência financeira adotem protocolos específicos para identificar possíveis riscos e realizem auditorias periódicas. Este processo de fiscalização se estenderá também à família e a colaboradores próximos dos PEPs, persistindo por cinco anos após o término de suas funções públicas. É importante salientar que a atuação desses agentes não configurará violação de sigilo, o que assegura a continuidade das operações de fiscalização sem comprometer informações sensíveis.
Outro aspecto relevante da proposta permite que o Ministério Público solicite à Justiça que notifique os PEPs quando houver necessidade de esclarecer a origem de patrimônios que não condizem com seus rendimentos declarados. Essa investigação será conduzida em segredo de justiça, e caberá ao investigado demonstrar que os recursos são de origem lícita, especialmente em casos onde existam suspeitas de atividades ilícitas.
Por último, o projeto oferece garantias para os servidores públicos envolvidos na fiscalização, assegurando a presunção de legitimidade em suas ações. Isso significa que punições e sanções sem a devida comprovação de dolo ou desvio de finalidade não serão admitidas, promovendo assim um ambiente mais seguro para esses profissionais.
O projeto seguirá para análise das comissões de Administração e Serviço Público, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e Cidadania. Para que se torne uma lei, passará ainda pela aprovação tanto da Câmara quanto do Senado, sendo considerado um passo essencial para tornar as práticas de fiscais e entidades governamentais cada vez mais rigorosas e transparentes.





