CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara dos Deputados Analisa Aumento de Repasse Federais para Municípios com Proposta que Pode Beneficiar Barra Velha e Outras Cidades de SC

Nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados realizará uma reunião decisiva em Brasília, com a proposta de votação do parecer do relator Arnaldo Jardim, do partido Cidadania de São Paulo. O foco da discussão é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/19, que visa aumentar o repasse de recursos federais ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O encontro está agendado para às 8h30 no plenário 7 da Câmara. A PEC, proposta pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC) e Reginaldo Lopes (PT-MG), tem como objetivo elevar em um ponto percentual os recursos que a União destina ao FPM e ainda criar fundos constitucionais de financiamento específicos para as regiões Sul e Sudeste do Brasil.

O parecer do relator prevê uma mudança significativa: a porcentagem do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e produtos industrializados que é transferida à União aumentará de 50% para 53%. Em uma inovação importante, a União deixará de destinar apenas três parcelas de 1% ao FPM, passando a enviar quatro. Esse novo repasse ocorrerá todos os meses de março, enquanto as transferências atuais já são feitas em julho, setembro e dezembro.

Essa iniciativa é vista como uma forma de fortalecer financeiramente os municípios, que têm enfrentado desafios crescentes devido à crise econômica. O fortalecimento do FPM é fundamental para garantir maior autonomia e capacidade de investimento por parte das prefeituras, especialmente em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

Recentemente, um pedido de vista coletivo atrasou a votação da proposta, refletindo a complexidade das negociações e o interesse de diversos grupos em discutir mais detalhadamente a questão. No entanto, com a reunião marcada, as expectativas são altas para que os deputados avancem nessa pauta que pode ter um impacto significativo sobre a administração municipal.

A proposta está alinhada com as mudanças trazidas pela reforma tributária de 2023, que busca redistribuir a arrecadação de forma mais equitativa entre os entes federativos. O desfecho da votação poderá indicar um novo caminho no financiamento das políticas públicas locais, trazendo alívio aos gestores municipais e, consequentemente, aos cidadãos que dependem desses serviços.

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