CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Aprova Texto-Base da Gestão do Imposto sobre Bens e Serviços; Votação Segue Amanhã

Na noite desta terça-feira, a Câmara dos Deputados deu um importante passo ao aprovar o texto-base do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/24, que estabelece as regras para a gestão e fiscalização do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A medida é parte crucial do segundo projeto de regulamentação da reforma tributária em curso no país. A sessão deliberativa, conduzida de forma intensa no plenário, será retomada amanhã (14), quando serão analisados os destaques apresentados pelos partidos. Esses destaques são tentativas de modificar o texto-base aprovado, alvo de negociações e debates acalorados.

O projeto aprovado, de autoria do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), propõe significativas mudanças em comparação à versão original, concebida pelo Poder Executivo. Dentre as alterações mais notáveis, está a inclusão dos planos previdenciários PGBL e VGBL na abrangência do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD). Isso amplia a tributação sobre esses instrumentos financeiros, buscando uma maior equidade fiscal na tributação de heranças e doações.

A criação do IBS visa substituir dois impostos atualmente vigentes: o ICMS, de competência estadual, e o ISS, que é de responsabilidade dos municípios. A gestão desse novo imposto ficará a cargo do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS), uma entidade pública sob regime especial, que será composta por representantes de todos os entes federados. Este comitê terá como principais atribuições coordenar a arrecadação, fiscalização, cobrança e distribuição do IBS, além de definir a metodologia para o cálculo de sua alíquota.

Diferentemente de outros órgãos, o CG-IBS terá independência orçamentária, técnica e financeira, não estando vinculado a nenhuma outra entidade pública. Ainda assim, as atividades efetivas de fiscalização, lançamento, cobrança e inscrição em dívida ativa do IBS continuarão sob a competência dos estados, Distrito Federal e municípios, garantindo uma descentralização operacional que visa evitar sobrecarga no comitê gestor e manter a eficiência da administração tributária.

O avanço deste projeto reflete a complexidade e a importância da reforma tributária no cenário nacional, buscando simplificar a estrutura de impostos e melhorar a eficiência na arrecadação. O resultado dessas mudanças promete impactar significativamente a economia e a administração financeira dos entes federados, representando um marco na tentativa de modernizar o sistema tributário brasileiro. Mais detalhes e desdobramentos sobre este importante passo serão divulgados em breve, conforme a análise dos destaques prosseguir na Câmara.

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