O relator da proposta, deputado Evair Vieira de Melo, do Republicanos do Espírito Santo, enfatizou a relevância da medida, que teve como autor o deputado André Fernandes, do PL do Ceará. Durante sua defesa, Vieira de Melo ressaltou que a proposta visa corrigir uma distorção no sistema penal, sublinhando que “quem causa danos deve contribuir diretamente para sua reparação.” A intenção é reverter a atenção social para as vítimas, inserindo-as no eixo central do sistema judicial, e insuflar uma cultura de reparação.
Conforme as novas diretrizes, a indenização das vítimas será priorizada sobre outras despesas, como a manutenção dos próprios detentos. Em casos em que a vítima não puder ser localizada, os recursos serão alocados para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), uma medida que poderá potencialmente fortalecer a segurança pública em nível nacional.
Além disso, o projeto também impõe penalidades aos detentos que se negarem a participar de trabalhos remunerados injustificadamente. Esses criminosos serão considerados faltosos, o que acarretará restrições em suas progressões de regime, como a passagem do sistema fechado para o semiaberto. Essa abordagem promete incentivar a participação laboral dos presos, promovendo uma relação de responsabilidade e reparação em relação aos danos causados.
Após essa aprovação, o Projeto de Lei seguirá para análise em outras comissões – especificamente, Finanças e Tributação; Constituição e Justiça; e Cidadania – antes da votação em plenário. Essa sequência indica um processo legislativo que visa garantir um debate amplo e considerado acerca da questão, à medida que a sociedade clama por uma justiça mais equitativa e eficaz.





