CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto que tipifica extorsão sexual, aumentando penas para crimes contra crianças e adolescentes e fortalecendo proteção psicossocial infanto-juvenil.

No dia 11 de maio de 2026, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados avançou em uma importante proposta legislativa que promete fortalecer a proteção de crianças e adolescentes no Brasil. O projeto de lei, que foi aprovado, introduz no Código Penal normas que tipificam de maneira explícita a extorsão de cunho sexual. Essa prática criminosa envolve a coação, por meio de violência ou ameaças, visando forçar a vítima a realizar ou consentir em atos sexuais, atendendo aos desejos do agressor.

A pena estipulada para esse crime será de reclusão de 4 a 10 anos. Caso a vítima seja uma criança ou adolescente, a penalidade poderá ser aumentada em até 50%. Além disso, se o intuito da extorsão for a obtenção de lucro financeiro, uma multa será aplicada, tornando a punição ainda mais rigorosa.

O projeto também prevê penas mais severas para os delitos de constrangimento ilegal, ameaça e extorsão comum quando estes forem cometidos contra menores. A proposta, agora na forma de um substitutivo elaborado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), traz alterações significativas que visam oferecer um amparo mais robusto aos jovens e suas famílias.

Dentre as modificações, foi decidido remover a necessidade de abordar especificamente o uso de computadores ou redes sociais nos crimes, uma vez que a legislação vigente já abrange a proteção de crianças e adolescentes em plataformas digitais. Assim, a aplicação das leis se dá independentemente do meio utilizado pelos criminosos.

Laura Carneiro destacou a importância dessa proposta ao afirmar que a nova legislação fortalece a proteção da integridade psíquica e moral dos jovens, além de atuar na prevenção de situações de violência que possam prejudicar as relações familiares e o desenvolvimento saudável das crianças.

Após essa etapa de análise, o projeto passará agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser encaminhado ao Plenário da Câmara. Para que se torne efetivamente uma lei, a proposta ainda precisa do aval dos deputados e senadores e, por fim, da sanção presidencial. A expectativa é de que essas medidas contribuam significativamente para um ambiente mais seguro para as gerações mais jovens.

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