CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Aprova Projeto que Permite Uso do FGTS de Agressor para Indenizações a Vítimas de Violência Doméstica

Em um avanço significativo para a proteção dos direitos das mulheres no Brasil, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou recentemente o Projeto de Lei 5525/25. Este projeto autoriza o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos agressores para arcar com indenizações de vítimas de violência doméstica. A iniciativa surge como uma tentativa de assegurar que sentenças judiciais definitivas, que não admitem mais recursos, sejam cumpridas, oferecendo assim um suporte financeiro para as vítimas nas mais diversas formas de reparação.

A proposta, apresentada pelo deputado Emanuel Pinheiro Neto do PSD, visa a proteção das vítimas que, muitas vezes, enfrentam não apenas traumas físicos e emocionais, mas também conseqüências econômicas severas após o rompimento de relações abusivas. A relatora da matéria, deputada Flávia Morais do MDB, argumentou que o uso do FGTS para essa finalidade é uma extensão de permissões já existentes, como em casos de calamidade pública ou renegociações de dívidas, tornando-o uma opção viável e necessária para a reparação de danos causados pela violência.

Flávia Morais enfatizou que, apesar de a movimentação dos recursos do FGTS estar prevista, ela dependerá sempre de uma ordem judicial clara, garantindo que o processo seja realizado de maneira controlada e responsável. O projeto foi bem recebido por vários setores que defendem os direitos das mulheres, pois reconhece a necessidade urgente de uma reforma na forma como a sociedade lida com a violência doméstica.

Agora, a proposta segue para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadania. Após essa etapa, ainda será necessário que a Câmara e o Senado aprovem o texto para que se transforme em lei.

A possibilidade de acesso a esses recursos poderia representar uma mudança crucial na vida de muitas mulheres que, após deixarem situações de abuso, se veem desamparadas economicamente. A esperança é de que essa medida se traduza em um passo importante rumo à justiça e à reparação das vítimas, promovendo uma sociedade mais justa e igualitária.

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