CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto que permite servidores da segurança pública usarem precatórios para quitar financiamentos de imóveis, garantindo proteção patrimonial contra leilões.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que permite que servidores da segurança pública possam utilizar seus créditos de precatórios para quitar ou amortizar financiamentos de imóveis. Os precatórios são valores devidos pelo Estado após decisões judiciais em favor desses profissionais. A proposta, que foi relatada pelo deputado Delegado Paulo Bilynskyj, do PL de São Paulo, surge como uma alternativa para facilitar o acesso à moradia própria, especialmente considerando a longa espera desses servidores por pagamentos que muitas vezes se referem a questões alimentares.

Um dos aspectos mais relevantes do texto aprovado é a regulamentação da taxa de desconto aplicada pelos bancos. De acordo com a proposta, essa taxa não pode ultrapassar os juros que já estão sendo cobrados no financiamento da casa, o que visa garantir condições justas para os servidores. Além disso, a proposta estabelece uma proteção patrimonial importante: se o crédito do precatório do servidor for superior a 50% da dívida contratual, o banco não poderá leiloar o imóvel em caso de inadimplência, oferecendo uma maior segurança financeira para esses profissionais.

O relator do projeto, Delegado Paulo Bilynskyj, ressalta que muitos desses servidores, incluindo policiais civis, militares, federais, bombeiros, além de agentes de trânsito e socioeducativos, enfrentam longos períodos à espera de compromisso por parte do Estado. Ele argumenta que permitir o uso dos créditos como forma de garantir uma moradia é uma solução não apenas justa, mas também eficiente, pois não representa um ônus adicional aos cofres públicos.

O projeto segue agora para tramitação nas comissões de Finanças, Tributação, e de Constituição, Justiça e Cidadania. É importante destacar que o texto precisa ser aprovado tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado antes de se tornar lei. A expectativa é de que a proposta seja rapidamente analisada, dada sua relevância para a segurança pública e para a qualidade de vida dos servidores. Essa iniciativa representa um avanço na concessão de direitos e benefícios aos que atuam na preservação da ordem e segurança da sociedade.

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