O projeto estabelece que o governo federal deve priorizar o apoio financeiro e a assistência técnica a esses consórcios, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais. Os setores que poderão se beneficiar incluem, mas não se limitam a, saneamento básico, mobilidade urbana e rural, geração de energia solar fotovoltaica e desenvolvimento da infraestrutura social.
Um ponto crucial da proposta é que os municípios participantes precisarão atender a critérios específicos relacionados à vulnerabilidade social e ao baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), além de considerações sobre o impacto regional das obras. O objetivo é oferecer suporte preferencial a cidades menores, que muitas vezes enfrentam limitações financeiras e dificuldades em implementar grandes projetos sozinhas.
O relator do projeto, deputado Amom Mandel, também do Republicanos, sublinhou a importância da integração entre municípios para o avanço dos índices de desenvolvimento. Segundo ele, a colaboração em redes amplas proporciona melhores oportunidades para a realização de projetos que seriam inviáveis se executados isoladamente. Mandel enfatizou que “o projeto fortalece a capacidade de os municípios atuarem em projetos estruturantes que estariam além de suas possibilidades técnicas e financeiras isoladas”.
A proposta ainda passará por novas avaliações, tendo um caráter conclusivo nas comissões de Desenvolvimento Urbano e de Constituição e Justiça e Cidadania. Para que se torne lei, precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado, abrindo caminho para uma nova era de cooperação entre municípios na execução de obras essenciais à população. Essa iniciativa é vista como uma oportunidade valiosa para melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida em regiões muitas vezes marginalizadas.
