CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova projeto de reformulação do setor de seguros com regras mais rígidas e impactos na economia brasileira.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (5), o projeto de lei que reformula as regras do setor de seguros, impondo limitações e proibições que impactam diretamente nas relações entre seguradoras e segurados. Conhecido como marco legal dos seguros, o texto, que agora aguarda sanção presidencial, foi aprovado com um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2597/24, com parecer favorável do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator da proposta.

Dentre as principais alterações, estão a proibição de cláusulas que permitam a extinção unilateral do contrato pela seguradora, a necessidade de descrição clara dos riscos e interesses excluídos da cobertura, e a prevalência do texto mais favorável ao segurado em casos de divergência entre a garantia contratual e o modelo de contrato apresentado ao órgão fiscalizador.

O relator do projeto destacou que as mudanças visam impulsionar o setor de seguros no Brasil, aumentando sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) dos atuais 6% para 10% até 2030. Ele ressaltou que o texto faz parte de uma “agenda silenciosa de reformas microeconômicas” que contribuem para o crescimento econômico do país sem gerar inflação.

No entanto, durante o debate em plenário, algumas críticas foram levantadas em relação às alterações propostas, com deputados apontando que o texto do Senado pode favorecer mais as seguradoras do que os segurados. Questões como a reserva de mercado e a criação de cláusulas que engessam o mercado foram levantadas como preocupações.

Entre as mudanças relacionadas aos seguros de vida, destacam-se a livre estipulação do valor do seguro pelo proponente, a revogação de trechos do Código Civil, e a previsão de situações específicas como suicídio e doenças preexistentes. Além disso, foi estabelecido um prazo de carência máximo e regras para renovações e substituições de contratos.

No geral, o projeto busca trazer mais transparência, segurança e equidade para as relações contratuais no setor de seguros, garantindo direitos tanto aos consumidores quanto às seguradoras. Se sancionado, suas novas regras devem impactar significativamente o mercado segurador no país, promovendo um ambiente mais regulado e justo para todos os envolvidos.

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