A relatora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), apresentou um parecer favorável à constitucionalidade do projeto, com apenas uma correção técnica. Segundo ela, a priorização de mulheres em situação de violência doméstica está alinhada com os princípios de proteção à família e assistência social, além de reforçar a responsabilidade do Estado no combate à violência.
As beneficiadas pelo programa deverão cumprir os mesmos requisitos exigidos de todos os demais participantes do Bolsa Família. Além de proporcionar assistência financeira, a proposta também visa incluir no escopo do programa o desenvolvimento e a proteção social das mulheres em situação de pobre. O programa já tinha como foco a assistência a famílias em situação de pobreza, especialmente aquelas com crianças e adolescentes, mas agora seu objetivo expande-se para incluir ações mais específicas direcionadas ao enfrentamento da violência.
Com a aprovação, a proposta não sofreu alterações durante sua tramitação na Câmara, contando, portanto, com caráter conclusivo. Ela está agora pronta para seguir para sanção presidencial, a menos que algum deputado faça um recurso solicitando uma votação no Plenário. Essa fase final da tramitação será crucial para a implementação das novas diretrizes que buscam integrar o Bolsa Família a um compromisso mais robusto de combate à violência de gênero no Brasil.
Por meio dessa mudança, espera-se que mais mulheres em situação de vulnerabilidade possam ter acesso ao suporte necessário para reconstruir suas vidas, alinhando-se com a promoção de desenvolvimento e assistência social. Essa iniciativa não apenas oferece amparo econômico, mas também ética e social, refletindo uma sociedade mais justa e solidária.
