O texto aprovado é um substitutivo elaborado pelo deputado Duda Ramos (Pode-RR) ao Projeto de Lei 1427/26, originalmente apresentado pelo ex-deputado Ribeiro Neto (MA). Ao contrário do texto original, que visava criar uma nova legislação, a proposta agora irá integrar o Estatuto da Pessoa Idosa, que já assegura prioridade na tramitação de processos em que uma das partes é maior de 60 anos.
Duda Ramos destacou que o abandono de idosos não apenas compromete o seu direito à convivência familiar, mas também fragiliza vínculos afetivos que são essenciais para o seu bem-estar. O deputado enfatizou a importância da celeridade nos processos judiciais que visam investigar denúncias de abandono, uma questão que parece ser cada vez mais relevante no contexto atual.
Um levantamento realizado pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos revela que, em 2024, foram registradas aproximadamente 180 mil denúncias de violações dos direitos dos idosos, um número que dobrou em relação a 2020. Dentre essas violações, a maior parte ocorreu no ambiente familiar, com filhos frequentemente apontados como os principais suspeitos.
Agora, a proposta seguirá para a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde terá caráter conclusivo. Para que se torne uma lei, o texto precisará ser aprovado pela Câmara e posteriormente pelo Senado. A tramitação desse projeto é observada com expectativa, pois representa um avanço na proteção dos direitos dos mais velhos, visando um futuro mais seguro para a população idosa.
Essa iniciativa é um reflexo de uma sociedade que busca se tornar mais atenta às necessidades e direitos dos seus cidadãos mais vulneráveis, destacando a necessidade de criar condições para que os idosos vivam com dignidade e respeito.





