Motta enfatizou a importância de três elementos centrais: a redução da carga semanal para 40 horas, a concessão de dois dias de descanso e a manutenção dos salários. Ele acredita que essa mudança deve ser entendida como uma evolução histórica, onde o desenvolvimento econômico e a dignidade humana caminham juntos.
Outro ponto destacado foi a questão da saúde, já que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) possui despesas significativas, perto de R$ 1 bilhão, relacionadas a afastamentos e licenças médicas. Motta definiu a redução da jornada como uma política pública essencial não apenas para reorganizar horários, mas para promover a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.
A carga horária excessiva no Brasil, considerada uma das mais altas do mundo, se reflete em estagnação da produtividade, segundo o presidente da Câmara. Ele argumentou que trabalhadores descansados têm maior capacidade de produção e, portanto, proteger o tempo livre é uma questão que vai além do aspecto econômico; é uma questão de saúde, dignidade e valorização da vida.
O deputado Leo Prates, relator da proposta, complementou essa visão ao afirmar que a medida representa uma reforma na qualidade de vida e é um indicador do tipo de sociedade que se pretende construir. Já o deputado Reginaldo Lopes, autor da proposta, ressaltou a maturidade do país em discutir os direitos trabalhistas, destacando que essa é a maior legislação desde a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Por fim, a deputada Erika Hilton, do PSOL, descreveu a antiga escala 6×1 como desumana, argumentando que o trabalho deveria servir à vida, e não o contrário. Ela compartilhou experiências pessoais que ilustram os desafios enfrentados por aqueles submetidos a jornadas tão extenuantes. Essa alteração legislativa, agora, é vista como um grande passo em direção à valorização da dignidade do trabalhador brasileiro, sinalizando um novo capítulo nas relações de trabalho no país.
