A iniciativa, de autoria do deputado Pedro Lupion (Republicanos – PR) em colaboração com outros dez parlamentares, recebeu aprovação através de um substitutivo proposto pelo relator, deputado Pezenti (MDB-SC). O texto original do projeto, que estabelecia um vínculo mais rígido e considerações sobre competências ambientais, foi reformulado no intuito de lidar com a complexidade das normas setoriais que, embora visem à proteção ambiental e sanitária, podem causar impactos significativos, muitas vezes desproporcionais, nas cadeias produtivas.
Conforme argumenta Pezenti, as normas frequentemente promulgadas por diferentes órgãos sem a necessária articulação têm gerado sérias consequências para o setor produtivo, como dificuldades nas renovações de licenças ambientais, questionamentos de financiamentos e restrições operacionais em projetos importantes. Um exemplo citado foi a classificação de algumas espécies aquáticas, como a tilápia e o tambaqui, como de risco biológico, sem a devida coordenação entre instituições ou uma análise técnica e econômica adequada.
O relator enfatizou que a aprovação do projeto não diminui as competências dos órgãos ambientais, mas defendeu que a atuação deve ser sinérgica e coordenada entre as instituições envolvidas. Por outro lado, a deputada Erika Kokay (PT-DF) levantou preocupações sobre o impacto da proposta, alegando que ela poderia enfraquecer o papel de órgãos ambientais, como a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), e comprometer uma visão coletiva que balanceie produção e preservação ambiental.
Neste contexto, a discussão sobre o papel do MAPA e a integração das políticas ambientais e agrícolas promete continuar a ser um tema crucial na agenda legislativa brasileira.





