CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara aprova inclusão de guardas municipais e agentes de trânsito na segurança pública, destacando autonomia e cooperação entre municípios e entidades federativas.

Em uma importante movimentação legislativa, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na tarde dessa terça-feira, a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 37/22. Essa proposta visa incluir as guardas e polícias municipais, além dos agentes de trânsito, no elenco de órgãos que compõem a segurança pública no Brasil. Com a autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e já aprovada pelo Senado, a PEC recebeu um parecer favorável do relator, o deputado Rodrigo de Castro (União-MG).

A mudança proposta altera o artigo 144 da Constituição Federal, incorporando as guardas e polícias municipais e os agentes de trânsito à lista de órgãos responsáveis pela segurança pública. Com isso, os municípios poderão criar essas corporações, que terão atribuições abrangentes, como a proteção de bens e serviços locais, o policiamento comunitário e a colaboração com outros órgãos de segurança.

Além disso, a proposta também contempla o policiamento de trânsito como parte das atividades de segurança viária, permitindo que as administrações municipais, por lei, modifiquem a denominação de suas guardas. A inclusão de exigências para o preenchimento das vagas das corporações, que deve ocorrer exclusivamente por meio de concurso público ou pela conversão de cargos de guardas já existentes, também é um aspecto importante da proposta.

Em sua análise, Rodrigo de Castro enfatizou que a proposta atende a todos os requisitos constitucionais de admissibilidade, respeitando as chamadas cláusulas pétreas da Constituição, que restringem alterações que possam comprometer a forma federativa do Estado ou as garantias individuais. O relator destacou que essa integração das guardas e polícias municipais reforça a autonomia dos municípios e é um passo fundamental para a cooperação entre os diferentes níveis de governo.

Com a aprovação da admissibilidade, a próxima etapa envolve a análise do mérito da PEC por uma comissão especial que será formada para esse propósito. Posteriormente, o texto deverá ser submetido à votação do Plenário da Câmara em dois turnos. O desdobramento dessa proposta promete gerar um debate significativo em torno do alcance e da implementação das novas atribuições das forças municipais de segurança.

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