CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Aprova Aumento de Penas para Exploração Ilegal em Terras Indígenas como Avanço na Defesa dos Direitos dos Povos Originários

Em uma decisão significativa para a proteção dos direitos indígenas, a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que visa aumentar as penas para quem explora ilegalmente recursos naturais em terras indígenas. Essa medida, apresentada pela deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), altera a legislação existente sobre crimes contra a ordem econômica, prevendo penas de reclusão de dois a dez anos, além de multas.

A mudança é um desdobramento do Projeto de Lei 959/22, anteriormente apresentado pelo ex-deputado Leo de Brito (AC), que já sugeria um aumento nas sanções. A proposta de Xakriabá é considerada um grande avanço no combate à exploração inadequada dos recursos naturais e uma forma de justiça para os povos indígenas, os quais desempenham um papel vital na preservação ambiental por meio de suas práticas tradicionais e conhecimentos ancestrais.

Em suas declarações, Xakriabá ressaltou a importância da proteção das terras indígenas não apenas para o Brasil, mas também para o mundo. Ela argumentou que os povos originários são aliados essenciais na luta contra a crise climática e a perda de biodiversidade, utilizando práticas sustentáveis que preservam biomas essenciais.

Além disso, a proposta também modifica a Lei dos Crimes Ambientais, equiparando as penas para a extração irregular de recursos minerais aquelas impostas a atividades que coloquem em risco a saúde humana ou causem impactos ambientais significativos. A pena para crimes cometidos em terras indígenas pode ser aumentada até o dobro, e quem financiar essas atividades ilegais pode enfrentar detenção de até três anos.

A proposta agora aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de ser encaminhada ao Plenário da Câmara. Para que a proposta se torne lei, ainda precisará ser aprovada por ambas as casas legislativas. As expectativas em torno de sua aprovação são altas, considerando o contexto atual de conflitos territoriais e a urgência em proteger os direitos dos povos indígenas e o meio ambiente.

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