Câmara dos Deputados Intensifica Luta Contra o Feminicídio com Medidas Legislativas e Rede de Apoio
Em um evento que marcou os 100 dias da assinatura do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, enfatizou a urgência e a relevância da luta contra a violência de gênero no Brasil. Acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de diversas autoridades dos três Poderes, Motta destacou a aprovação de 73 propostas legislativas voltadas para o combate ao feminicídio e à proteção das mulheres no país.
Em suas declarações, Motta não hesitou em qualificar o feminicídio como um “flagelo” que envergonha a sociedade brasileira. Ele apresentou a união entre os diferentes Poderes do Estado como uma luz no fim do túnel, um sinal de que mudanças significativas estão sendo empreendidas. “Em um futuro próximo, esperamos que nenhuma mulher tenha que temer por sua vida simplesmente por ser mulher”, afirmou com convicção.
Entre as iniciativas citadas pelo presidente da Câmara, destaca-se a criação de Salas Lilás, espaços dedicados ao acolhimento de vítimas, além de casas-abrigo e a atuação de defensoras populares, que são lideranças comunitárias capacitadas para oferecer apoio jurídico e psicológico. Motta frisou que a educação será um dos pilares fundamentais desse esforço, ressaltando que é a partir da base que a transformação social deve começar.
Ele também mencionou projetos que foram recentemente aprovados e já se tornaram leis, como a utilização de tornozeleiras eletrônicas para agressores e a tipificação da violência vicária. Essas etapas visam ampliar as medidas de proteção às vítimas e garantir que os perpetradores sejam responsabilizados por suas ações.
No âmbito legislativo, Motta refletiu sobre novas propostas que foram encaminhadas ao Senado Federal. Dentre elas, destaca-se a obrigatoriedade da divulgação do número de apoio às vítimas, o protocolo penal para casos de estupro e a possibilidade de uso de spray de pimenta como uma forma de autodefesa.
A ampliação de políticas sociais também foi um componente importante do discurso de Motta, que citou a recente aprovação da quebra de sigilo bancário em ações de alimentos quando houver suspeita de ocultação de patrimônio, além da assegurar de recursos mínimos para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).
Ao final de sua fala, Motta reafirmou que a resistência ao feminicídio exige uma mobilização coletiva entre os Poderes e a sociedade. O presidente da Câmara também destacou a criação de um grupo de trabalho para discutir o Projeto de Lei da Misoginia, cujo papel é ouvir vítimas e especialistas para elaborar uma proposta eficiente que atenda às necessidades da população.
A luta contra a violência de gênero, segundo Motta, está intrinsicamente ligada à formulação de políticas de proteção, fortalecimento de redes de apoio e à criação de oportunidades que possibilitem a reconstrução da autonomia e da segurança das mulheres. Assim, a Câmara se compromete a continuar na vanguarda dessa luta, buscando respostas eficazes para um problema que aflige a sociedade como um todo.
