CAMARA DOS DEPUTADOS – Câmara Analisa Projeto que Permite Dedução de Gastos com Vacinas no Imposto de Renda, Aumentando Benefícios Fiscais para a Saúde Pessoal.

No dia 21 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados deu um passo significativo com a apresentação do Projeto de Lei 1048/26, que busca incluir despesa com vacinas obrigatórias aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como dedutíveis na base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Essa iniciativa visa ampliar os benefícios fiscais relacionados aos cuidados com a saúde, reconhecendo a importância das vacinações na proteção da população.

Atualmente, a legislação vigente, especificamente a Lei 9.250/95, já possibilita deduções para uma variedade de despesas médicas, incluindo serviços prestados por médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros profissionais da saúde, além de gastos com hospitais, exames laboratoriais e próteses. No entanto, a proposta da deputada Caroline de Toni, do Partido Liberal de Santa Catarina, argumenta que a lógica que justifica a dedutibilidade das despesas médicas deve ser estendida para incluir medicamentos e vacinas, sem os quais a saúde pública fica vulnerável.

A deputada sublinha que “se gastos com saúde são dedutíveis, não há justificativa plausível para excluir aqueles com medicamentos e vacinas”. Essa reflexão é especialmente relevante diante do contexto atual, onde a vacinação é um pilar fundamental na luta contra doenças infecciosas e na promoção de uma sociedade mais saudável.

O Projeto de Lei 1048/26 agora segue para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Finanças e Tributação, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado nessas comissões, o projeto poderá ser enviado ao Senado, onde também precisa ser aprovado para se tornar lei. A expectativa é que a medida traga um alívio financeiro significativo para as famílias, além de incentivar a vacinação em massa, contribuindo para a saúde pública em todo o país. A tramitação dessa proposta é um reflexo das crescentes demandas por políticas que reconheçam e valorizem a saúde como um direito essencial.

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