De acordo com o texto apresentado, caso um juiz considere a possibilidade de substituir a sentença de prisão por uma pena alternativa, o condenado deve cumprir uma medida que não envolva compensação financeira, como serviços à comunidade ou restrições de circulação durante os finais de semana, desde que atenda aos critérios legais necessários. Essa abordagem visa garantir que a questão dos maus-tratos a animais seja tratada de maneira rigorosa e não relegada a meras sanções financeiras, que poderiam transmitir a mensagem errada à sociedade.
Ely Santos, ao defender sua proposta, enfatiza que “a aplicação de penas exclusivamente patrimoniais transmite à sociedade a equivocada mensagem de que a vida e a integridade dos animais podem ser compensadas financeiramente”. A deputada argumenta que isso diminui a eficácia do caráter retributivo e dissuasório da norma penal.
Atualmente, a Lei de Crimes Ambientais, instituída em 1998, estabelece penas de dois a cinco anos de prisão para os responsáveis por maus-tratos a animais, além da aplicação de multas e a perda da guarda do animal maltratado. A proposta de Ely Santos seguiu para análise nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de chegar ao Plenário. Para que este projeto se torne lei, é imprescindível que obtenha a aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado.
O aumento das penalidades é um reflexo do crescente reconhecimento da necessidade de proteção dos direitos animais, o que mostra uma evolução nas percepções sociais sobre a importância do bem-estar animal. A discussão sobre a proposta marca um momento significativo na legislação brasileira, indicando que, cada vez mais, a questão do tratamento digno aos animais está ganhando espaço nas pautas políticas.
