Câmara dos Deputados Discute Projeto de Lei de Proteção a Vítimas de Assédio na Administração Pública
Na manhã do dia 13 de julho de 2026, a Câmara dos Deputados revisitou um tema fundamental para a promoção de um ambiente saudável e seguro nas instituições públicas: o assédio moral e sexual. Em pauta, o Projeto de Lei 429/26, que busca modificar a Lei do Processo Administrativo Federal com o objetivo de proteger vítimas e denunciantes em situações de assédio e discriminação.
A proposta, atualmente sob análise nas comissões da Câmara, prevê a implementação de medidas rigorosas para garantir o sigilo do denunciante, priorizar a tramitação desses casos e fornecer acolhimento especializado às vítimas. Essa mudança legislativa é uma resposta à necessidade urgente de parcerias efetivas e empáticas em ambientes de trabalho, especialmente em contextos que envolvem vulnerabilidade sistêmica.
De acordo com as disposições do projeto, a pessoa que se sentir assediada passa a ser considerada parte interessada no processo administrativo. Isso significa que ela terá o direito de acompanhar o andamento das investigações e também poderá apresentar sua versão dos fatos, sempre respeitando o sigilo legal e os direitos de terceiros envolvidos. Além disso, a proposta inclui a oferta de orientações jurídicas, apoio psicológico e a adoção de medidas protetivas, visando preservar a integridade e o bem-estar da vítima.
A deputada Dandara, autora da proposta, enfatiza a importância de um ambiente de trabalho seguro dentro da administração pública. “Precisamos garantir que as instituições sejam espaços respeitosos, livres de qualquer forma de assédio ou discriminação, tanto nas interações entre os agentes públicos quanto na relação com a população”, declarou. O projeto reflete um esforço coletivo por uma cultura organizacional mais saudável e inclusiva.
Embora a legislação vigente estabeleça diretrizes gerais para os processos administrativos, ela não aborda procedimentos específicos para casos de assédio e discriminação. Se aprovado, o Projeto de Lei 429/26 pode ser um divisor de águas na luta contra essas práticas lesivas dentro dos serviços públicos.
A tramitação do projeto está em caráter conclusivo, significando que será analisado apenas pelas comissões de Administração e Serviço Público, bem como de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, ainda precisa passar pelas votações na Câmara e no Senado.
A discussão em torno desta legislação é crucial para o fortalecimento de uma administração pública mais ética e justa, refletindo um compromisso com a proteção dos direitos humanos e a promoção do respeito mútuo. A esperança é que, com essa mudança, as instituições federais possam se tornar, de fato, ambientes de trabalho mais seguros para todos.





