Durante a cerimônia, o embaixador da República Popular da China no Brasil, Zhu Qingqiao, ressaltou a força das relações sino-brasileiras, destacando a busca constante pelo respeito mútuo, desenvolvimento conjunto e fortalecimento dos laços interpessoais. “As relações sino-brasileiras atravessam hoje o seu melhor momento histórico, repletas de vitalidade e dinamismo, tal como os magníficos rios Yangtze e Amazonas, que fluem caudalosos em seus avanços incessantes”, afirmou o embaixador.
O embaixador também fez uma alusão ao filósofo chinês Confúcio, sugerindo que aos 50 anos se adquire sabedoria e discernimento para reconhecer o próprio propósito. “Estamos profundamente entusiasmados em unir forças com amigos de todas as esferas da sociedade brasileira, seguindo a direção traçada pelos nossos líderes para impulsionar as relações sino-brasileiras a novos patamares e mantê-las na vanguarda do nosso tempo”, acrescentou Qingqiao.
Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil. No ano passado, a China foi o primeiro país a comprar mais de US$ 100 bilhões em produtos brasileiros em um único ano, destacando-se as exportações de soja, petróleo e minério de ferro. Em contrapartida, o Brasil importa mais de US$ 50 bilhões em produtos chineses. Fausto Pinato, coordenador da Frente Parlamentar Brasil-China na Câmara dos Deputados, enfatizou a importância desta parceria comercial que abrange commodities, tecnologia e infraestrutura, além de investimentos chineses em setores estratégicos brasileiros como energia, transporte e telecomunicações.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, enalteceu a capacidade de inovação da China, que lidera o registro de patentes no mundo. Ela mencionou o desejo do governo brasileiro de aprofundar a colaboração em áreas tecnológicas emergentes, como inteligência artificial, tecnologias quânticas, supercomputação e semicondutores.
O deputado Daniel Almeida, presidente do grupo parlamentar Brasil-China, relembrou a chegada dos primeiros imigrantes chineses ao Brasil em 1810, no Rio de Janeiro, com o objetivo de cultivar chá na Floresta da Tijuca. Ele também destacou a organização de uma exposição na Câmara dos Deputados, com o intuito de celebrar as relações entre os países, mostrando convergências e particularidades em economia, agricultura, esportes, vegetação, tecnologia, gastronomia, entre outros setores.
Durante a solenidade, foram lançados uma moeda e um selo comemorativos, simbolizando a importância e a durabilidade dos laços entre Brasil e China.
