O evento foi solicitado pela deputada Flávia Morais (PDT-GO) e está marcado para às 14h30, no plenário 7. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pulmão é o terceiro mais comum entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil. A deputada ressalta que apenas 15% dos casos são detectados precocemente, o que poderia aumentar significativamente as chances de cura.
Além da questão da saúde, o diagnóstico tardio do câncer de pulmão também traz impactos econômicos expressivos para o país. Um estudo realizado pelo Insper apontou que as 29,3 mil mortes pela doença em 2019 resultaram em custos diretos e indiretos de R$ 1,3 bilhão, sendo a maioria desses custos associada a perdas de produtividade.
Um estudo realizado pelo National Lung Screening Trial demonstrou que o rastreamento ativo do câncer de pulmão em populações de alto risco pode detectar a doença em estágios iniciais, aumentando consideravelmente as chances de cura dos pacientes. Apesar dessas evidências, mais de 80% dos pacientes no Brasil são diagnosticados tardiamente e ainda não há um programa nacional de rastreamento e diagnóstico precoce para o câncer de pulmão.
Portanto, a discussão proposta pela deputada Flávia Morais é de extrema importância para a saúde pública e economia do país. O debate no plenário 7 da Câmara dos Deputados visa encontrar soluções eficazes para melhorar o diagnóstico precoce do câncer de pulmão e reduzir o impacto negativo causado por essa doença.
