Os caminhões semi-leves são veículos de transporte de carga com Peso Bruto Total (PBT) entre 3,5 e 5 toneladas. Eles ocupam uma posição intermediária na classificação de caminhões, situando-se entre os veículos leves, como caminhonetes, e os caminhões médios ou pesados.
Segundo Zé Trovão, a classificação desses caminhões sempre foi baseada em critérios técnicos vinculados ao PBT. No entanto, a tentativa de alterar esse entendimento, adotando a carroçaria como critério principal, tem gerado insegurança na cadeia produtiva do setor.
O parlamentar ressalta que a mudança proposta pode impactar tanto a tributação do veículo quanto os custos de seus insumos, como pneus e peças de reposição. Isso poderia representar uma ameaça à sustentabilidade dos fabricantes e transportadores autônomos, além de encarecer os serviços públicos que dependem desses veículos, como ambulâncias, unidades móveis de policiamento e transporte de pessoas com deficiência.
Zé Trovão enfatiza a importância dos caminhões semi-leves para o transporte de cargas no Brasil e alerta que a eventual sobretaxação desses veículos poderia resultar em aumentos significativos nos custos logísticos, impactando diretamente os preços de fretes, insumos e serviços públicos. Ele acredita que essa medida poderia contribuir para a elevação da inflação e comprometer a eficiência da cadeia produtiva nacional.
Diante desse cenário, é fundamental que a audiência pública promovida pela Comissão de Viação e Transportes analise de maneira criteriosa as questões relacionadas à tributação dos caminhões semi-leves, visando garantir a sustentabilidade do setor e a eficiência do transporte de cargas no país. A participação dos diversos atores envolvidos, incluindo parlamentares, representantes do setor produtivo e especialistas, será essencial para encontrar soluções equilibradas e que beneficiem a sociedade como um todo.





