O evento está previsto para ocorrer às 16 horas no plenário 3 e atende a uma solicitação do deputado João Daniel, representando o estado de Sergipe. O parlamentar enfatiza que a neurodivergência, que abrange condições como o autismo, TDAH e outras divergências cognitivas, deve ser reconhecida como parte da diversidade humana, não como uma doença ou incapacidade. Para João Daniel, a modificação da percepção pública sobre essas condições é fundamental para que legislações e políticas públicas respeitem e reconheçam as diferenças neurológicas.
Além disso, o deputado levantou questões pertinentes sobre as terapias tradicionais utilizadas com pessoas neurodivergentes, argumentando que muitas delas tentam forçar o comportamento dos indivíduos a se ajustarem a um padrão considerado “normal”. Essa prática, segundo seu ponto de vista, pode ameaçar a autonomia e a saúde emocional dos indivíduos, interferindo negativamente em sua maneira de ser.
João Daniel defende que as intervenções devem ser fundamentadas em princípios éticos e científicas, além de requerer uma colaboração interdisciplinar. Os métodos adotados devem priorizar a autonomia no cotidiano, reforçar a segurança emocional, cultivar vínculos afetivos e promover uma escuta ativa das necessidades de cada indivíduo. Ele ressalta que as intervenções voltadas às pessoas neurodivergentes devem focar no apoio individualizado, buscando eliminar barreiras, ao invés de tentar apagar as maneiras diversas de perceber, sentir e interagir com o mundo.
Essa audiência pública representa um passo significativo na busca por um entendimento mais sensível e inclusivo em relação à neurodiversidade, convidando especialistas e a sociedade a refletirem sobre a importância do respeito às singularidades de cada pessoa.





