CAMARA DOS DEPUTADOS – Audiência Pública Debate Urgência de Políticas para Jovens Acolhidos em Transição para a Vida Adulta na Câmara dos Deputados

No dia 27 de maio de 2026, a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promoveu uma audiência pública voltada para a discussão do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. O evento reuniu várias vozes que levantaram questões cruciais sobre o suporte oferecido a adolescentes prestes a deixar abrigos, destacando a falta de políticas direcionadas a essa fase de transição.

Os participantes manifestaram uma preocupação compartilhada: a necessidade urgente de um plano eficaz que auxilie esses jovens na passagem para a vida adulta. Jackson dos Santos, um ex-acolhido que vivenciou essa transição, ressaltou a carência de políticas públicas que apoiem os jovens nesse momento delicado. “Infelizmente, não existem políticas públicas para esse jovem, que acaba indo morar sozinho”, afirmou ele, refletindo sobre os desafios enfrentados ao atingir a maioridade civil.

Segundo a legislação atual, os adolescentes são obrigados a deixar os abrigos ao completarem 18 anos. Essa imposição de deixar o ambiente de acolhimento sem o devido suporte pode resultar em uma série de dificuldades, como a falta de moradia, emprego e suporte emocional. A deputada Erika Kokay (PT-DF), responsável por convocar a audiência, enfatizou a importância de iniciativas concretas para integrar esses jovens à sociedade de forma eficaz. “Perto de chegar aos 18 anos, é fundamental que se faça uma preparação para que esses jovens possam ser incorporados à sociedade”, argumentou.

A parlamentar também destacou a necessidade de políticas específicas que promovam o emprego e a renda, bem como priorizem a inclusão desses jovens no mercado de trabalho. A ausência de suporte nesse momento crítico pode deixar ex-acolhidos vulneráveis a situações de marginalização e exclusão social. Assim, a audiência serviu como ponto de partida para o desenvolvimento de estratégias que visem garantir um futuro mais promissor e digno para essa parcela da população, reconhecendo seu direito à plena cidadania.

Diante desse cenário, o debate representa um chamado à ação, exigindo que os responsáveis pela elaboração de políticas públicas reconsiderem as atuais abordagens e criem alternativas que realmente atendam às necessidades dos jovens que estão deixando o sistema de acolhimento.

Sair da versão mobile