Câmara dos Deputados aprova PEC que reduz jornada de trabalho para 40 horas semanais e estabelece descanso de dois dias por semana.

A Câmara dos Deputados deu um passo importante na reformulação das normas trabalhistas ao aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a redução da jornada de trabalho semanal de 44 para 40 horas. Com um expressivo placar de 461 votos a favor e apenas 19 contra, a proposta agora segue para o Senado, onde aguardará nova análise antes de sua possível promulgação.

Se a PEC for aprovada também na casa legislativa superior, as novas regras entrarão em vigor 60 dias após a promulgação, mas haverá um período de transição que permitirá uma adaptação gradual. O texto propõe a substituição do regime de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2, que prevê cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de folga — um deles preferencialmente aos domingos. Essa mudança visa garantir não apenas uma carga horária mais equilibrada, mas também semanas de trabalho menos desgastantes.

Atualmente, a legislação permite uma jornada de até 44 horas semanais, distribuídas em seis dias, o que tem gerado preocupações sobre o bem-estar dos trabalhadores. Com a nova proposição, a jornada máxima deverá ser de 40 horas semanais e no máximo oito horas por dia. A proposta também assegura dois dias de repouso semanal remunerado, ao contrário da normativa vigente, que só garante um dia.

A PEC também traz diretrizes sobre regimes diferenciados de trabalho e condições para dias de repouso. Importante ressaltar que não haverá redução de salários ou de pisos salariais com a implementação dessas novas normas. Além disso, uma transição gradual é estipulada: dentro de 60 dias após a aprovação, a jornada máxima será ajustada para 42 horas semanais, e em um ano, o limite será de 40 horas.

Outro aspecto relevante diz respeito aos trabalhadores que recebem acima de R$ 21.188 mensais, que não estarão obrigados a respeitar as novas regras, a menos que acordos coletivos estipulem o contrário. A Justiça do Trabalho será incumbida de dirimir quaisquer disputas relacionadas a essa temática.

Por fim, uma nova legislação poderá ser proposta para mitigar possíveis impactos da redução da jornada, especialmente em relação a microempresas e pequenos empreendedores, garantindo a manutenção dos empregos e da saúde financeira desses negócios. Esse passo representa um avanço significativo nas condições de trabalho no Brasil, refletindo uma tendência global de priorizar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal dos trabalhadores.

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