Caiado lembrou um ensinamento de seu pai, alertando que a habilidade para governar não é adquirida apenas ocupando uma cadeira na presidência. Para ele, a falta de vivência e a ausência de um histórico de negociações com o Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) e governadores torna a candidatura de Flávio uma opção arriscada. “Nunca briguei com minha assembleia ou meu Tribunal de Contas. O diálogo é fundamental para resolver as questões”, enfatizou o governador de Goiás.
O evento de imprensa ocorreu após Caiado ser anunciado como o pré-candidato oficial do PSD, tendo superado a disputa interna contra Eduardo Leite, ex-governador do Rio Grande do Sul, depois que Ratinho Jr. decidiu não concorrer. Ele argumentou que o verdadeiro desafio não reside apenas em vencer nas urnas, mas em governar de forma eficaz para evitar que o PT seja uma alternativa viável no futuro.
Em resposta a Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que expressou dúvidas sobre sua candidatura e sugeriu que Caiado apoiásse Flávio Bolsonaro no primeiro turno, o pré-candidato frisou que essa abordagem não se encaixa mais na dinâmica atual da política brasileira. Caiado defendeu sua continuidade na corrida presidencial e criticou a polarização que caracteriza o cenário político, embora tenha rejeitado o rótulo de “terceira via”, caracterizando-se como uma “via independente”.
Ele ainda usou uma analogia relacionada à medicina para argumentar sobre a escolha de líderes, comparando as decisões políticas às escolhas que os pais fazem ao procurar tratamento para a saúde de seus filhos. “A população quer alguém com competência real para governar”, afirmou.
Buscando desvincular-se da polarização, Caiado anunciou sua intenção de apoiar uma anistia ampla para aqueles envolvidos em ações golpistas, incluindo Bolsonaro, destacando assim sua proposta de superar a divisão política que vem dominando o debate nacional.
