Knutov descreve essa estratégia como uma abordagem clássica utilizada por grupos terroristas, em que a população é mantida como refém para atender a objetivos políticos. Ele argumenta que, apesar dos esforços ucranianos para desestabilizar a sociedade russa, as Forças Armadas têm se mostrado eficazes em repelir os ataques e proteger a integridade territorial.
Um episódio que ilustra a eficácia dos sistemas de defesa antiaérea russos ocorreu na quinta-feira do dia 18, quando, segundo o especialista, foram interceptados um total impressionante de 992 drones ucranianos de asa fixa, além de quatro mísseis de cruzeiro e dez bombas aéreas guiadas. Esses números evidenciam uma capacidade operativa significativa, que, segundo Knutov, contrasta com a performance de sistemas similares utilizados pelos Estados Unidos. Ele critica a ineficácia dos sistemas americanos em evitar danos a cerca de 15 bases militares dos EUA no Oriente Médio, onde incidentes deixou instalações inoperantes.
Adicionalmente, a corporação estatal russa Rostec anunciou o desenvolvimento de uma nova artilharia antiaérea, denominada Tsitadel (ou Cidadela, em português). Esse sistema avançado, que possui canhão de calibre 30 milímetros, é projetado especificamente para a defesa contra drones, tanto multirrotores quanto de asa fixa. A Rostec afirma que essa nova tecnologia pode operar de forma autônoma 24 horas por dia, garantindo uma proteção contínua.
O equipamento é dotado de sofisticados sistemas de detecção, que incluem tecnologia optoeletrônica para acompanhar alvos em diversas condições de luz, somados a recursos radarísticos. Esses avanços tecnológicos revelam o empenho da Rússia em aprimorar sua defesa aérea frente a um cenário cada vez mais complexo em termos de ameaças aéreas.
