Os pesquisadores categorizaram os sintomas mais frequentes entre os pets, que incluem choramingar, paralisia, tremores, tentativas de fuga e esconder-se. Além disso, comportamentos como ficar agachado, encolhido ou manter o rabo entre as pernas foram observados por períodos prolongados. A veterinária Bonnie Beaver, responsável pela pesquisa, explica que as emoções de medo e ansiedade, muitas vezes interligadas, podem ser desencadeadas por diversas situações que os cães consideram ameaçadoras. Embora, na maioria dos casos, esses episódios sejam temporários, a saúde do animal pode ser seriamente afetada se o estresse persistir.
Os dados coletados revelam que 91% dos cães apresentaram pelo menos sinais leves de ansiedade quando seus tutores responderam a um questionário estruturado com nove perguntas. Contudo, ao excluir situações comuns de desconforto, como o corte de unhas e o banho, a taxa caiu para 84%. Entre os principais gatilhos, destacam-se o contato com estranhos, tanto humanos quanto caninos, além de ruídos altos, objetos desconhecidos e experiências novas.
Os especialistas alertam que é crucial reconhecer e monitorar os comportamentos de alerta, como evitar contato visual e manter-se encolhido. Casos extremos de ansiedade podem levar os cães a tentativas desesperadas de escapar, como roer paredes durante tempestades. Nesse contexto, a intervenção profissional se torna imprescindível. O estudo destaca que, embora a eliminação completa do medo e da ansiedade não seja possível, a detecção e o tratamento precoces podem evitar que a situação se agrave e evolua para comportamentos agressivos.
A angustiante realidade é que o medo que inicialmente pode parecer passageiro se torna um problema crônico e constante, demandando atenção e tratamento adequados. Portanto, diante de comportamentos recorrentes de ansiedade, a busca por orientação profissional é fundamental para assegurar a qualidade de vida e o bem-estar dos animais de estimação.
