A transferência do cacique para São Paulo ocorreu após sua internação inicial em Sinop (MT), onde ele foi internado por apresentar vômitos, dor abdominal intensa e tosse. Exames realizados no Hospital Dois Pinheiros identificaram não apenas uma obstrução intestinal, mas também alterações na função renal e sinais de uma infecção severa. Esta situação exigiu que Raoni fosse transferido para uma unidade especializada em cirurgias, a fim de garantir o tratamento adequado.
De acordo com os médicos, Raoni se adaptou bem ao tratamento até o momento, não apresentando febre durante a noite e conseguindo respirar sem auxílio de aparelhos. A equipe médica antecipou que, após a cirurgia, uma nova avaliação sobre seu estado de saúde será divulgada, a dependência de mudanças significativas em seu quadro.
O médico Douglas Yanai, que acompanhou Raoni desde Sinop, ressaltou que, apesar da idade avançada e do histórico complicado de saúde, o cacique é um paciente forte. Ele já enfrentou diversas adversidades ao longo de sua vida e, segundo o médico, sua atual condição demanda monitoramento constante.
A história de Raoni é emblemática, refletindo tanto as lutas enfrentadas pelos povos indígenas no Brasil quanto a necessidade urgente de atenção à saúde de líderes que dedicam suas vidas à defesa de suas comunidades e de seus direitos. O resultado da cirurgia será uma incógnita que pode impactar não apenas sua vida pessoal, mas também a continuidade de sua trajetória como porta-voz das questões indígenas no país.





