O ator revelou que sua primeira experiência sexual, que aconteceu aos 13 anos com uma garota de programa, foi marcada por um ambiente de machismo que deixou cicatrizes em sua vida íntima. Ele descreveu a situação como angustiante, lembrando que se sentiu obrigado a ter relações sexuais e que não sabia como lidar com a pressão do momento. “Fingi que foi bacana”, confessou, refletindo sobre como a indústria do entretenimento e a pornografia criaram expectativas irreais e muitas vezes prejudiciais sobre a sexualidade.
Gagliasso criticou abertamente a forma como a pornografia distorce o prazer sexual e afasta ainda mais a capacidade de apreciação plena entre os parceiros, principalmente das mulheres. Ele destacou que, com o tempo, precisou reconfigurar sua abordagem ao sexo, inserindo nuances de amor e troca que não eram ensinadas na cultura popular, como as representações encontradas em filmes e vídeos. “Impossível sentir prazer daquela maneira”, explicou, ao abordar a aprendizagem de relacionamentos mais saudáveis e genuínos.
Além disso, o ator também analisou as pressões enfrentadas tanto por homens quanto por mulheres no contexto sexual. Ele destacou que a expectativa de desempenho pode ser sufocante e, frequentemente, saudável, refletindo a cultura machista que permeia a sociedade. “É óbvio que vão ter momentos que vamos broxar”, ele admite, reconhecendo que a vulnerabilidade não deve ser encarada como um fracasso, mas sim como parte da experiência humana.
Gagliasso, em um gesto de sinceridade e responsabilidade, revelou já ter enfrentado episódios de disfunção erétil, abordando abertamente um tema muitas vezes considerado tabu entre muitos homens.
O ator também refletiu sobre seu crescimento pessoal e suas transgressões passadas. Ele recordou que, em 2018, fez questão de pedir desculpas publicamente por comportamentos machistas, incluindo postagens de conteúdo homofóbico. “Fui imaturo e reproduzi”, disse, destacando a importância de aprender com os erros e educar suas próprias crianças para que não repitam os equívocos que ele vivenciou. Essa postura honesta de autoavaliação é, segundo ele, um verdadeiro símbolo de masculinidade saudável e de crescimento pessoal.





