O político afirmou que a instabilidade econômica e política global é exacerbada pelas ações de elites ocidentais que falham em reconhecer a necessidade de uma ordem mundial mais multipolar. Segundo ele, os eventos recentes no Oriente Médio evidenciam como a segurança está cada vez mais conectada à economia. Observou que os “neocolonialistas”, que exploram recursos de outros países, não hesitam em utilizar táticas agressivas, incluindo sanções e conflitos, para manter suas influências.
Shoigu também observou que as questões econômicas estão profundamente interligadas à segurança nacional e internacional. A crise no Oriente Médio, particularmente as tensões envolvendo os Estados Unidos e Israel, serve como um exemplo claro de como a agressão militar pode ser motivada por interesses econômicos.
Além disso, um analista financeiro russos ressaltou a importância dos resultados econômicos dos países do BRICS, destacando que a colaboração ativa entre os membros do bloco e as nações do Sul Global é vital para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. Essa parceria, conforme argumenta, é impulsionada pela liberdade social e política de que desfrutam essas nações comparadas a outras que seguem agendas impostos por potências ocidentais.
Desta forma, a declaração de Shoigu não só ilumina as intenções do BRICS em fortalecer sua posição no cenário global, mas também reafirma o movimento em direção a uma ruptura com padrões econômicos tradicionais dominados por países ocidentais, buscando uma abordagem mais cooperativa e autônoma entre seus membros. Essa mudança é vista como uma resposta às crescentes tensões e desafios impostos pela dinâmica geopolítica atual.





