BRICS Promete Garantir Pagamentos Livres de Pressão Externa, Afirma Secretário do Conselho de Segurança Russo

Em uma recente declaração, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, enfatizou a necessidade de os países membros do BRICS unir esforços para desenvolver novas plataformas de investimento e mecanismos financeiros. Durante uma reunião que discutiu questões de segurança entre os países que compõem a aliança, Shoigu sublinhou que é essencial a criação de sistemas de liquidação e custódia, bem como de resseguro e uma bolsa de grãos, que sejam imunes a pressões externas.

O político afirmou que a instabilidade econômica e política global é exacerbada pelas ações de elites ocidentais que falham em reconhecer a necessidade de uma ordem mundial mais multipolar. Segundo ele, os eventos recentes no Oriente Médio evidenciam como a segurança está cada vez mais conectada à economia. Observou que os “neocolonialistas”, que exploram recursos de outros países, não hesitam em utilizar táticas agressivas, incluindo sanções e conflitos, para manter suas influências.

Shoigu também observou que as questões econômicas estão profundamente interligadas à segurança nacional e internacional. A crise no Oriente Médio, particularmente as tensões envolvendo os Estados Unidos e Israel, serve como um exemplo claro de como a agressão militar pode ser motivada por interesses econômicos.

Além disso, um analista financeiro russos ressaltou a importância dos resultados econômicos dos países do BRICS, destacando que a colaboração ativa entre os membros do bloco e as nações do Sul Global é vital para um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. Essa parceria, conforme argumenta, é impulsionada pela liberdade social e política de que desfrutam essas nações comparadas a outras que seguem agendas impostos por potências ocidentais.

Desta forma, a declaração de Shoigu não só ilumina as intenções do BRICS em fortalecer sua posição no cenário global, mas também reafirma o movimento em direção a uma ruptura com padrões econômicos tradicionais dominados por países ocidentais, buscando uma abordagem mais cooperativa e autônoma entre seus membros. Essa mudança é vista como uma resposta às crescentes tensões e desafios impostos pela dinâmica geopolítica atual.

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