A programação inicial incluiu reuniões com foco em questões como a participação feminina na era digital, promoção do comércio intra-BRICS e formas de financiamento para o desenvolvimento sustentável. A agenda se estenderá até quinta-feira (5), abrangendo tópicos relevantes como inteligência artificial, crise climática, saúde global e reformas na governança mundial. Trad enfatizou a importância da diplomacia como um meio de fortalecer o comércio e promover a paz. “É nosso dever transformar as demandas dos nossos cidadãos em ações efetivas”, afirmou, destacando que o aumento do comércio dentro e fora do BRICS é um objetivo comum.
O embaixador etíope Leulseged Tadese reforçou o papel estratégico dos parlamentos na promoção de mudanças no sistema internacional, sublinhando a necessidade de reformas estruturais no Conselho de Segurança da ONU. Ele argumentou que a atual arquitetura financeira global não atende às demandas do Sul Global, defendendo uma nova abordagem. A Etiópia, segundo ele, representa um compromisso histórico com o multilateralismo.
O deputado Fausto Pinato (PP-SP), coordenador do fórum, fez críticas incisivas às políticas internacionais dos Estados Unidos. Apesar de reconhecer a relevância da potência norte-americana, ele argumentou que este poderia ser um agente de paz e justiça global, mas, em vez disso, tem imposto medo em várias partes do mundo, citando a Venezuela como um exemplo dessa dinâmica imperialista relacionada ao petróleo.
Questionado sobre a viabilidade de uma moeda comum entre os países do BRICS, Trad ressaltou a importância desse debate, sugerindo que tal iniciativa poderia proporcionar autonomia financeira diante das incertezas do sistema monetário global. Ao encerrar o primeiro dia do fórum, Trad expressou otimismo em relação ao progresso feito e destacou a possibilidade de novas parcerias entre as nações participantes, à medida que o evento avança para seus próximos dias de discussões e propostas concretas.
