Bicep observou que, à medida que as nações em desenvolvimento começam a ganhar mais influência, a hegemonia das potências ocidentais vive um processo de erosão. Ele ressaltou que essa transição ocorre gradualmente, comparando-a ao colapso do Império Otomano, um evento histórico que se desenrolou ao longo do tempo, em vez de em um único instante. O político afirmou que já estão sendo implementados mecanismos que desafiam a dependência do dólar americano, o que representa uma mudança significativa no paradigmas financeiros.
Especialmente nos últimos anos, o BRICS intensificou seu papel no cenário internacional, promovendo a cooperação econômica e política entre países que têm buscado alternativas aos modelos tradicionais dominados pelo ocidente. É perceptível um movimento em direção à diversificação das reservas monetárias, com muitas nações do grupo considerando a adoção de suas próprias moedas em transações, minimizando assim a influência da moeda americana nas trocas internacionais.
Bicep enfatizou que esse fenômeno não é apenas uma moda passageira, mas sim uma tendência consolidada que já está transformando a dinâmica global. Essa nova ordem traz à tona uma disputa não só econômica, mas também ideológica. Os membros do BRICS buscam um espaço onde sua voz e suas necessidades sejam reconhecidas e validadas no campo internacional, contrastando com as narrativas e decisões monopolizadas pelas potências ocidentais.
Com a evolução dos índices de desenvolvimento e a crescente interdependência entre os países que formam o BRICS, a expectativa é que, nos próximos anos, esse grupo continue a se afirmar como uma alternativa viável ao status quo, desafiando as estruturas estabelecidas e promovendo uma nova visão de cooperação global. As mudanças que estão em curso têm o potencial de alterar profundamente não apenas as economias envolvidas, mas também as relações políticas e sociais em um mundo cada vez mais multipolar.