De acordo com a certidão de registro de óbito emitida pela polícia holandesa e reproduzida em um documento assinado pelo consulado-geral do Brasil em Amsterdã, a causa da morte de Taiany teria sido um “ataque cardíaco”. O atestado de óbito, lavrado em 14 de janeiro deste ano, foi determinado por um profissional do serviço de perícia identificado como Ami Asmiyati. No entanto, o documento levanta dúvidas, uma vez que há informações não inscritas no termo de registro de óbito.
A polícia local conduziu a investigação de forma rápida, concluindo em apenas 24 horas que o caso se tratava de uma “queda acidental”. Taiany vivia um relacionamento conturbado com um holandês de 53 anos, identificado como Edgard Van de Boom, e testemunhas relatam ter ouvido gritos de socorro antes da queda da brasileira.
Conversas digitais reveladas pela coluna mostram que a vítima se sentia pressionada pelo companheiro, que a cobrava por ter ido a uma festa. Ela relatou a amigas que sofria com a agressividade do holandês e pretendia acabar com o relacionamento e deixar a Holanda. Caroline também teria se trancado no banheiro do apartamento durante uma discussão com Edgard, que a fazia sentir humilhada.
O irmão de Caroline, Rayan Martins de Oliveira, afirma que houve uma briga pelo celular da vítima, onde o holandês tentava ter acesso às mensagens da namorada. O caso continua cercado por mistério, e a família da brasileira questiona a rapidez com que a polícia holandesa encerrou o inquérito, alegando que se tratou de um acidente fatal.
Caroline, que tinha o costume de viajar pelo mundo e mudar de área de atuação conforme o país em que estava, deixou sua casa na Bélgica para viver com o namorado em Breda. Ela planejava se casar e construir uma vida ao lado do holandês, mas acabou tendo uma trágica morte antes de realizar seus planos. A última celebração de Natal da jovem com a família foi marcada por carinho e proximidade, contrastando com o desfecho trágico de sua história.