O saldo positivo de março foi alimentado por 2.526.600 admissões e 2.298.452 desligamentos, resultando em um saldo acumulado de 613.373 novas vagas desde o início do ano, ou seja, de janeiro a março. No período de 12 meses, de abril de 2025 a março de 2026, foram criados 1.211.455 postos de trabalho. Esses dados são extraídos do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), essencial para o entendimento do mercado de trabalho formal no Brasil e fundamental para a formulação de políticas públicas.
Analisando os setores responsáveis por essa expansão, o setor de serviços foi o grande protagonista, com uma adição de 152.391 vagas. Os resultados positivos se estenderam a outros segmentos, como a construção civil, que gerou 38.316 postos, a indústria, com 28.336, e o comércio, que adicionou 27.267 novas vagas. No entanto, a agropecuária apresentou um desempenho negativo, encerrando 18.096 postos de trabalho.
Quanto às variáveis regionais, 24 dos 27 estados brasileiros mostraram um saldo positivo no que tange à geração de empregos. Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, com um acréscimo de 67.876 empregos, seguido por Minas Gerais (38.845) e Rio de Janeiro (23.914). Por outro lado, Alagoas, Mato Grosso e Sergipe foram as únicas unidades da federação a registrar perdas, com -5.243, -1.716 e -338, respectivamente.
Em relação à remuneração, o salário médio de admissão em março alcançou R$ 2.350,83, apresentando uma ligeira queda de R$ 17,50 em relação a fevereiro, quando a média era de R$ 2.368,33. Porém, na comparação ano a ano, houve um ganho real de R$ 41,80, correspondente a um aumento de 1,8%. Tais dados ilustram não apenas a recuperação do mercado de trabalho, mas também suas nuances em um cenário de transformação econômica.







