Outras frutas e hortaliças como melancia, laranja e maçã também tiveram suas cotações diminuídas na maioria dos entrepostos. A melancia, por exemplo, apresentou uma queda de 24,02% na média ponderada, refletindo a diminuição da demanda nos centros de consumo, especialmente no Sul e no Sudeste, devido ao clima mais frio.
A análise da Conab revelou que, enquanto a batata viu uma leve redução em seu preço em diversas Ceasas, a cenoura manteve-se estável em relação ao mês anterior, com pequenas variações de preço nas diferentes regiões. Por outro lado, a cebola teve um incremento de 8,46%, o que se deve ao término da safra na Região Sul, levando a uma maior dependência das ofertas de Minas Gerais e São Paulo.
A situação das frutas também é digna de destaque. A laranja, com uma média de preços que caiu 13,20%, reflete a regularidade dos estoques de suco e uma mudança nos hábitos de consumo que impactaram a demanda. A maçã, por sua vez, continuou sua tendência de queda, exacerbada pela maior oferta proveniente de regiões produtoras como o Rio Grande do Sul.
Vale mencionar que, no primeiro semestre de 2026, as exportações de frutas brasileiras apresentaram um crescimento significativo, alcançando 632,85 mil toneladas, com aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior. No que diz respeito às cotações de mamão e banana, o cenário foi misto, com o mamão apresentando uma leve queda enquanto a banana, devido à diminuição da oferta, registrou um aumento médio de 2,10%.
Em meio a essas dinâmicas de mercado, a Conab também participa ativamente de eventos como o Encontro Nacional das Centrais de Abastecimento, onde são discutidos aspectos relativos à comercialização de frutas e hortaliças, revelando a complexidade e a relevância do setor para a economia nacional. A próxima atualização sobre a situação dos preços nos principais centros de abastecimento está prevista, trazendo informações detalhadas que são essenciais para consumidores e produtores.





