Nesta fase, participaram seis empreendedores, quatro da Região Centro-Oeste e duas do Norte, que tiveram a oportunidade de realizar uma visita técnica à unidade de oncologia do HUB. Também assistiram a palestras e participaram de mentoria e treinamentos personalizados, essenciais para aprimorar suas propostas. O foco das startups foi diversificado, abrangendo tecnologias que vão desde o diagnóstico até a assistência especializada.
Um dos grandes destaques foi a Biotech Tecnologia Genômica Especializada, de Goiânia (GO), cuja plataforma portátil de diagnóstico molecular para HPV pode realizar a triagem em apenas 30 minutos. Elisângela Lacerda, representante da startup, comentou sobre como a inovação se alinha às estratégias do SUS para a prevenção do câncer de colo do útero.
Na Região Norte, duas startups também se destacaram. A BioSpin Nanotech, originária de Manaus (AM), apresentou uma tecnologia pioneira baseada em nanofibras, que promete acelerar a cicatrização de tecidos moles após cirurgias oncológicas. Já a Smart Saag Inova Simples (I.S.), de Porto Velho (RO), trouxe um dispositivo portátil com inteligência artificial para a pré-avaliação de pacientes com câncer de pele. David Lopes Maciel explicou que sua tecnologia reduz o tempo de análise de um mês para apenas dois minutos, utilizando imagens hiperespectrais.
Durante a abertura do evento, o secretário adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Valadares Oliveira, ressaltou a importância das inovações tecnológicas atendendo a critérios rigorosos de segurança, eficácia e custo-efetividade. “É uma ação continuada de fomento à pesquisa e à aplicação prática das inovações no sistema público de saúde”, afirmou.
O processo de curadoria do Hackathon SUS reúne 60 especialistas que avaliam as propostas com base no seu estágio de desenvolvimento e potencial de implementação no Sistema Único de Saúde. Davi Uemoto, membro da comissão julgadora, enfatizou a relevância de ampliar o acesso e garantir desfechos clínicos favoráveis para os pacientes. O oncologista Gustavo Duarte, também parte da comissão, elogiou o desenvolvimento de soluções brasileiras, destacando o equilíbrio entre as propostas avaliadas.
As próximas etapas do hackathon ocorrerão em diversas regiões do país, com a fase nacional programada para dezembro, na qual até 15 startups serão selecionadas. As etapas em São Paulo, Recife e Curitiba estão agendadas para agosto, setembro e outubro, respectivamente. O evento é coordenado pelo Ministério da Saúde, com o apoio de várias instituições parceiras, reforçando o compromisso do Brasil com a inovação em saúde pública.





