BRASIL – Polícia Federal realiza cinco operações em Ceará contra armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil; mais de 2.600 arquivos identificados.

Na última sexta-feira, 7 de agosto, a Polícia Federal desencadeou um conjunto de operações de grande escala, visando o combate a crimes relacionados ao armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet. Com a designação das operações de Inocência Protegida XXI, XXII, XXIII, XXIV e XXV, a ação atingiu quatro municípios do Ceará: Fortaleza, Orós, Beberibe e Nova Russas. A operação foi autorizada através de cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal.

Os agentes federais foram mobilizados para apreender diversos equipamentos, incluindo celulares, computadores, discos rígidos e outros dispositivos de armazenamento. Essas mídias estão agora sujeitas a análises periciais detalhadas, que visam aprofundar as investigações, identificar os usuários responsáveis e localizar outros possíveis arquivos relacionados aos crimes investigados.

Em Fortaleza, uma das operações resultou na descoberta de material de abuso sexual infantojuvenil dentro do equipamento de um dos investigados, levando à sua prisão em flagrante por posse desse tipo de conteúdo. Além disso, durante a investigação na capital, a Polícia Federal monitorou uma rede P2P e identificou a disponibilização de 755 arquivos relacionados ao abuso sexual infantil. Em Nova Russas, a situação foi ainda mais alarmante, com a descoberta de 1.879 arquivos ilícitos estocados e compartilhados ao longo de um extenso período. Juntas, essas duas frentes de investigação resultaram na catalogação de 2.634 arquivos que caracterizam abuso sexual infantojuvenil.

Outras ações em curso também estão sendo realizadas para investigar a possível armazenagem e troca de arquivos através de redes sociais, aplicativos de mensagens e várias plataformas digitais. Com os equipamentos confiscados, a perícia especializada terá a tarefa de aprofundar a análise das atividades criminosas e determinar a responsabilidade de cada investigado.

Os indivíduos identificados poderão enfrentar acusações severas com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, referentes à aquisição, posse, armazenamento e compartilhamento de conteúdo ilícito. A Polícia Federal também fez um chamado à sociedade, ressaltando que o compartilhamento de cenários desse tipo—mesmo que com a intenção de denúncia—é extremamente prejudicial, pois perpetua a revitimização das crianças e adolescentes envolvidos. A orientação é que denúncias devem ser direcionadas exclusivamente às autoridades competentes.

Sair da versão mobile