Oficina em Porto Alegre Abordará Perspectiva de Gênero em Emergências Climáticas
No dia 25 de agosto de 2026, Porto Alegre será palco de uma oficina crucial voltada para a apresentação do Protocolo “Mulheres e Emergências Climáticas: Diretrizes e Recomendações para a Proteção de Direitos na Gestão de Riscos e Desastres”. Esta iniciativa visa integrar a perspectiva de gênero nas políticas de gestão de riscos relacionados a desastres naturais e emergências climáticas, reconhecendo a importância de abordagens inclusivas e justas.
As inscrições para a oficina já estão abertas e são direcionadas a uma ampla gama de participantes, incluindo representantes dos Organismos de Políticas para as Mulheres, profissionais das áreas de saúde, assistência social e defesa civil, além de gestores e gestoras públicas, pesquisadores e membros do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher. A expectativa é que esses profissionais se reúnam para fortalecer capacidades institucionais que garantam respostas adequadas e equitativas às necessidades específicas das mulheres em contextos de crise.
Um dos principais objetivos da oficina é fornecer diretrizes que incluam a perspectiva de gênero nas ações de prevenção, preparação, resposta e recuperação frente a desastres. O conteúdo do protocolo será uma ferramenta essencial para ajudar estados e municípios na articulação de serviços públicos e na defesa dos direitos das mulheres e meninas durante situações de emergência.
Além do evento em Porto Alegre, a oficina será replicada em outras regiões do Brasil. Está programada para acontecer em setembro na Região Norte, em outubro no Nordeste, com cidade ainda a ser confirmada em Recife, e em novembro na Região Centro-Oeste, com locais a serem anunciados futuramente.
Essa oficina se torna especialmente relevante em meio a um cenário de possíveis impactos do fenômeno El Niño, conforme alertas de instituições meteorológicas. Prevê-se que o fenômeno traga chuvas acima da média na Região Sul nos próximos meses, o que destaca a necessidade de preparação e monitoramento adequados pelos serviços públicos. As emergências climáticas tendem a intensificar desigualdades já existentes, com um impacto diferenciado na vida das mulheres, especialmente aquelas que enfrentam vulnerabilidades sociais e econômicas.
Os efeitos adversos dessas crises incluem a sobrecarga nas tarefas de cuidado, dificuldades no acesso a serviços públicos, perda de renda e até mesmo de moradia, além do aumento das chances de violência. Diante da crise climática, essas consequências se agravam para mulheres e meninas de grupos historicamente marginalizados, como as comunidades negras, indígenas e ribeirinhas.
Por meio da adoção de protocolos e estratégias integradas, a oficina tem o potencial de promover uma leitura mais sensível e efetiva das políticas de gestão de riscos e desastres, assegurando que as especificidades das mulheres sejam sempre consideradas. O evento representa, portanto, um passo significativo na construção de um futuro mais justo e seguro para todos.
Serviço:
Data: 25 de agosto de 2026, terça-feira
Horário: das 13h às 17h30
Local: Porto Alegre (RS)
Inscrições: Acesse o link para se inscrever.




