BRASIL – Movimento de Passengers em Aeroportos da Região Norte Bate Recorde Histórico com Crescimento de 30,7% em Voos Internacionais no Primeiro Semestre de 2026

A aviação internacional na região Norte do Brasil alcançou um feito significativo no primeiro semestre de 2026, marcado pela movimentação de 103.868 passageiros em voos internacionais entre janeiro e junho. Esse número representa um impressionante crescimento de 30,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, sendo a primeira vez que a região ultrapassa a barreira de 100 mil viajantes em um semestre. Essa conquista não apenas celebra o avanço da aviação regional, mas também destaca um cenário positivo para o setor, conforme os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Quando analisamos a totalidade dos voos, tanto nacionais quanto internacionais, a movimentação aérea na região somou 2.773.145 passageiros, demonstrando uma leve alta de 0,3% em relação ao primeiro semestre de 2025. Esse resultado representa o melhor desempenho dos últimos dez anos e indica uma recuperação constante do setor, que se esforça para retomar os patamares de antes da pandemia.

O aumento no número de passageiros internacionais pode ser atribuído principalmente ao fortalecimento de rotas com países como Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, com taxas de crescimento que variam entre 12,8% e 25%. Essa predominância de destinos na América do Sul e América Central reflete a posição estratégica da região Norte como uma porta de entrada e saída do Brasil para mercados vizinhos, evidenciando a relevância das conexões aéreas comerciais nesse contexto.

No que diz respeito ao mercado doméstico, os aeroportos da região registraram 2.669.277 passageiros, mantendose estável em comparação ao ano anterior. No entanto, em junho, a movimentação geral de 476.026 passageiros, incluindo tanto voos nacionais quanto internacionais, apresentou uma queda de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, indicando desafios que ainda precisam ser superados.

Belém liderou a movimentação aérea da região no primeiro semestre, com 960.854 passageiros, seguido por Manaus e Palmas, com 756.146 e 179.000, respectivamente. Cidades como Macapá, Porto Velho, Santarém, Boa Vista, Rio Branco e Marabá também mostraram um fluxo considerável de viajantes, ressaltando a importância da malha aérea na interconexão entre capitais e cidades do interior da Amazônia. Essa capilaridade é fundamental para o desenvolvimento econômico e social da região.

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